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Dicas para vender na internet e driblar a crise

Publicado em 18/05/2020 por Lucca Rossi

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Talvez nenhum guru do varejo que fazia previsões sobre a digitalização das pequenas e médias empresas jamais imaginaria que a guinada online chegaria assim subitamente, causada por uma crise sanitária.

Muitos negócios que deixavam a inserção digital para amanhã viram-se obrigados a vender na internet para manter sua operação não só ativa, mas principalmente rentável. Foi assim que um projeto do futuro se transformou em uma necessidade do agora.

A estimativa é que, com o confinamento, o e-commerce no Brasil tenha faturado um montante de R$ 9,4 bilhões no mês de abril –o que representa um crescimento de 81% em relação a abril de 2019–, segundo pesquisa da empresa de inteligência de mercado Compre&Confie.

E não só quem estava atrás do balcão se viu obrigado a se lançar na digitalização. Para muitos consumidores, resistentes ou indiferentes ao comércio online, foi o momento de pegar o cartão de crédito e finalizar a aquisição por um botão, sem o sorridente balconista entregando a sacola de compras no final.

Segundo dados de pesquisa recente da Kantar Ibope Media, 34% das pessoas passaram a comprar mais online desde início da pandemia (em pesquisa anterior eram 19%). Algumas das categorias mais procuradas pelos consumidores foram saúde, beleza, instrumentos musicais, pet shop e esporte.

Assim como é momento de mudar os hábitos de consumo, também é hora de olhar para as oportunidades, abraçá-las e apostar o mais rápido possível na venda online.

“Se a vida lhe der limões…

…faça uma limonada”. E venda.

Nunca esse ditado popular fez tanto sentido! Antes de devorar todas as dicas para e-commerce, o ideal é se estruturar nos bastidores para colher um excelente desempenho nessa empreitada.

Para organizar a sua operação e o trabalho em equipe, considere melhorar a qualidade do trabalho remoto. Uma pesquisa recente do Capterra constatou que, para 55% dos trabalhadores de PMEs hoje em home office, trabalhar em casa não era uma prática antes da pandemia, portanto muitas dificuldades podem surgir.

As empresas que são novas neste terreno devem introduzir tecnologias que permitam ter uma rotina laboral mais organizada. Isso inclui usar opções de softwares para melhorar a comunicação em equipe, a produtividade e o atendimento ao cliente.

Depois dessa primeira estruturação, para vender na internet você deve olhar profundamente o seu negócio para identificar os principais produtos que atendem as necessidades do consumidor nesse momento.

Por exemplo, imagine que seu negócio vende artigos para esporte. As academias estarão fechadas nos próximos dias ou com quantidade reduzida de frequentadores. Mesmo que estivessem em funcionamento normal, muitos clientes estariam com receio de frequentá-las. O jeito do consumidor continuar ativo é comprar equipamento e malhar na sala de casa!

Se você comercializa pesos que são usados em exercícios domésticos, coloque este tipo de produto como carro-chefe da sua operação online. Além de destacar na home do seu site, considere descontos, frete grátis e outras ações que sejam convenientes para a sua loja e para o consumidor.

Após essas primeiras ações, saiba a seguir como organizar cada etapa da sua futura loja virtual.

Confira também nosso artigo sobre como vender pelo Instagram.

Vender na internet: como estruturar cada setor da operação online

Seja uma loja física com anos de estrada ou uma ideia de e-commerce que acabou de sair do papel, o caminho é o mesmo: adaptar os bastidores ao mesmo tempo que se constrói a estrutura online.

Decorando a sua vitrine virtual

O passo a passo para montar uma loja virtual parece complexo à primeira vista, mas você não precisa sofrer com essa parte se não tiver nenhum conhecimento de programação.

Existem três maneiras para iniciar a criação da sua página de e-commerce, basta escolher aquela que mais se encaixa à sua necessidade:

dicas iniciar página

Vender na internet é diferente de vender no espaço físico, portanto lembre-se que todas páginas devem ser desenvolvidas pensando na experiência do cliente, ou seja, muito cuidado ao escolher as imagens e o conteúdo, pois eles guiarão o consumidor durante a jornada de compra.

Gestão do inventário: os bastidores são protagonistas

A quantidade das suas vendas não está ligada somente à promoção dos produtos, mas também ao controle do estoque. Se você tem problemas na organização do seu inventário, um produto que tem boa saída pode ficar em falta quando seu cliente mais o quiser –e isso é péssimo para sua lucratividade e para a imagem da sua marca.

O mesmo vale para a logística, já que a qualidade da entrega não está associada somente à capacidade do seu parceiro logístico entregar no prazo. Se você demora para despachar os pedidos por interferência do estoque, o resultado será aumento de reclamações e clientes extremamente frustrados.

É comum ver PMEs que optam por vender na internet com um grande problema: a limitação do espaço de estoque. Se for o seu caso, o ideal é escolher um modelo de reposição que se adeque ao seu espaço. Considere implantar a reposição contínua, em que se aumenta a frequência da aquisição de mercadorias e, ao mesmo tempo, se reduz a sua estocagem.

Usar tecnologia também é essencial para ter uma boa gestão de estoque. Com essas ferramentas, você monitora a quantidade de produtos e mantém o inventário atualizado constantemente e em tempo real.

Dica

Quando não há nenhum método que ajude a melhorar a disposição do seu estoque, então considere alugar um espaço em empresas de self storage. Elas possuem galpões e oferecem a possibilidade de aluguel de acordo com as suas necessidades mediante uma mensalidade. Além de cuidar da infraestrutura do espaço, essas empresas se encarregam também da segurança.

Em momentos de crise sanitária, como a do coronavírus, você tem de tomar algumas medidas de precaução e higienização. Há funcionários trabalhando na área? Então estabeleça que eles troquem de roupa assim que entrarem no galpão e forneça materiais de proteção, como luvas, máscaras e álcool em gel. Também determine a higienização dos produtos com álcool com concentração 70% antes de cada envio.

Tenha em mente que o medo de contaminação é uma das preocupações dos consumidores ao comprar online, segundo uma pesquisa do Google.

Estabeleça uma comunicação genuína com o cliente

A interação com o seu cliente deve ser realizada segundo o tom de voz da sua marca: descontraído, sério, informativo, etc. Cabe a você determinar qual a essência da sua marca em relação à comunicação, que deve ser refletida em todos os setores: do serviço de atendimento ao cliente (SAC) ao anúncio de promoções.

É importante que seu negócio assuma um posicionamento genuíno, autêntico e transparente. Afinal, as pessoas querem se conectar às empresas com as quais se identificam em relação aos valores.

Durante o período de isolamento social, algumas marcas promoveram o movimento de apoio ao pequeno negócio, já outras focaram em destinar uma porcentagem de vendas a instituições carentes. Tudo depende de se identificar com uma causa e se envolver com ela.

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A Laboratório Fantasma destinou parte do faturamento a comunidades carentes (Fonte)

Em diferentes ocasiões a sua empresa vai ter que tocar no assunto coronavírus enquanto ele continuar rondando nossa sociedade, então tente ser relevante e trazer novidades. Sua marca tem o poder de fazer diferença na vida das pessoas e marcá-las com o seu posicionamento.

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Fique atento para não errar na comunicação. Os consumidores estão de olho nas ações das empresas e não hesitam em expor ou viralizar comportamentos que são incongruentes com o que o momento demanda –e isso pode gerar prejuízos incalculáveis. Por isso, vale a pena considerar a criação de um plano de comunicação para crises.   

Trabalhe diversos canais de contato

Assim como uma loja física não seria bem-sucedida sem banners ou folhetos de divulgação, uma loja online não sobreviveria sem posts em redes sociais. Você quer que dê certo sua empreitada de vender na internet, certo? Então, se você não pensava em ter ou nunca se engajou em alimentar as mídias do seu negócio, agora mais do que nunca tem de focar nelas.

Os brasileiros passam cerca de 150 minutos por dia em redes sociais, e esse número só deve crescer com as pessoas passando mais tempo em casa. Além disso,  os hábitos adquiridos agora continuarão pelos próximos meses, já que é sabido que a distância social vai ser algo com que iremos conviver por um tempo.

A sua empresa deve estar presente em todos as mídias que puder: Instagram, Twitter, Facebook, WhatsApp, Google Meu Negócio, etc. Esses canais permitem promocionar produtos, serviços e a sua marca, divulgar descontos, engajar-se e manter relacionamento com seus clientes e compartilhar informações e novidades sobre sua empresa.

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Exemplo de negócio com informações atualizadas no Google (Fonte)

Uma prática bastante comum no e-commerce é publicar fotos ou vídeos dos bastidores da operação. Atualmente, as pessoas estão preocupadas com saúde e higienização, portanto, se for mostrar os bastidores, lembre-se de postar as boas práticas e ressaltar o que está fazendo para prevenir a transmissão do coronavírus.

Durante a rotina de gestão de um e-commerce, pode ser que lhe falte tempo para administrar as mídias sociais. É possível automatizar a tarefa com softwares de gerenciamento de redes sociais com funcionalidades diversas, como para a criação de um calendário editorial, automatização das publicações e centralização do atendimento ao cliente. Assim não há mais desculpas para não se aventurar pelas redes sociais.

O bom relacionamento com fornecedores

Contar com fornecedores de confiança é evitar uma dor de cabeça na sua operação. Quando você possui bons parceiros comerciais, isso influenciará diretamente na percepção do consumidor sobre a sua marca, seja pela qualidade dos produtos, seja por sempre tê-los em estoque prontos para enviar.

Na hora de estabelecer sua lista de fornecedores, vale a pena levar em conta os seguintes pontos: 

  • Buscar preços justos sem deixar de se preocupar com a qualidade do produto.
  • Analisar a agilidade do fornecedor na entrega de mercadorias.
  • Verificar a existência de certificações e se segue normas de segurança.
  • Definir exigências que devem ser cumpridas pelas partes.
  • Manter uma relação cordial que lhe dê abertura para negociações quando for preciso.

Em casos excepcionais, como a crise atual, alguns produtos aumentam repentinamente de valor por causa da grande demanda. Mais do que nunca você terá de negociar. Uma dica: sugira aumentar o volume, enquanto o fornecedor, em troca, mantém o preço.

No caso de dificuldades financeiras, renegocie dívidas e pagamentos de forma que se estabeleça condições justas para as duas partes. Durante esses períodos, fica ainda mais evidente a necessidade de se construir uma relação duradoura, confiável e respeitosa com fornecedores.

Métodos de pagamento: opte pela versatilidade

A pandemia deve pegar em cheio no bolso dos consumidores. As altas taxas de desemprego somadas à diminuição do poder de compra serão realidade para muitas pessoas. Pensando nisso, por que não focar em pequenas ações que possam ajudar o seu cliente a continuar consumindo?

Ao vender na internet, é possível implantar um sistema de pagamento que oferece diversos métodos para que o cliente possa escolher o que lhe convém, como cartão de crédito, boleto, PayPal, transferência online, dinheiro vivo, etc.

Segundo pesquisa do Capterra, a forma de pagamento mais usada no e-commerce é o cartão de crédito, seguido pelo boleto bancário.

Não deixe passar nenhum método se puder oferecê-lo, já que isso aumentará a quantidade de pessoas que a sua loja online poderá atender. Também seja flexível e ofereça condições especiais ou prazos de pagamento mais longos, se possível.

Tenha a melhor logística ao vender na internet

A logística é, ao mesmo tempo, um ponto central e sensível dos e-commerces. Afinal, o atraso na entrega de produtos é um dos principais motivos de reclamações de clientes que compram online. Mas como fazer para ter uma boa logística quando a execução da tarefa foge da sua alçada?

O primeiro passo é encontrar um bom parceiro logístico. Antes de assinar um contrato com o operador logístico, analise sua área de abrangência, a condição da frota de veículos e a taxa de entregas no prazo (SLA de entrega). Esses pontos determinarão a qualidade de serviço que ele oferece.

Outra maneira de melhorar a performance na área logística é automatizar o departamento. O uso de softwares de logística ou softwares de gestão de entregas ajudam no rastreamento das entregas, no cálculo do frete, na organização do armazém e na impressão de etiquetas. Também vale a pena olhar as boas práticas da empresa em questão de higienização e cuidado com seus colaboradores.

Muitas lojas online têm recorrido às plataformas de delivery para suprir a necessidade logística do momento. O uso dessas plataformas costuma compensar se você é um restaurante ou um negócio que vende artigos pequenos.

Além de perder o controle do processo, muitas zonas não são atendidas por esses aplicativos, o que restringe o potencial das suas entregas. De qualquer forma, caso opte por trabalhar com elas, procure uma empresa que tenha taxas competitivas e que dão importância à segurança dos entregadores.

Dicas para e-commerce: inspire-se com essas 3 ações 

Agora que você já tem em mãos todas dicas para e-commerce, confira esta seleção de cases do comércio eletrônico para se inspirar e criar ações na sua loja virtual durante o período de pandemia.

Basico.com

O e-commerce Basico.com colocou no rodapé do seu site uma mensagem fixa para informar as ações da loja durante a pandemia. Aumento do prazo de trocas e frete grátis para zonas específicas foram algumas das medidas implantadas neste período.

No mesmo comunicado, a marca pediu às pessoas para darem prioridade ao contato via e-mail com objetivo de ter um melhor fluxo de comunicação com os clientes. 

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Comunicado na página da loja online de roupas Basico.com (Fonte)

Nutritienda

Com presença em vários países da Europa, o e-commerce de suprimentos Nutritienda lançou uma campanha de marketing focada no “desconfinamento”, promovendo produtos relevantes para o momento, especialmente considerando o início do verão europeu. É isso: pensar em ações para cada etapa do que estamos vivendo.

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Campanha da Nutritienda mostra a importância de adaptar-se ao momento (Fonte)

Petco

O bem-estar do seu animal é uma preocupação dos que têm mascotes durante a pandemia. Conhecendo seu público, a Petco, rede norte-americana de petshops, criou uma página exclusiva para trazer informações relevantes para manter os animais saudáveis nesse período, geralmente respondida por especialistas.

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Petco que ajudar clientes a manter os animais saudáveis durante a quarentena (Fonte)

 

Quer saber mais e-commerce? Confira nossa lista com de sistemas de e-commerce para descobrir mais produtos.

Esse artigo pode se referir a produtos, programas ou serviços ainda não disponíveis em seu país, ou pode ter restrições legais ou regulatórias. Sugerimos que você consulte o provedor de software diretamente para informações sobre disponibilidade do produto ou conformidade com as leis locais.