Coronavírus evidencia importância de uma estratégia de marketing de conteúdo

Publicado em 08/10/2020 por Lucca Rossi

Na terceira parte da série de três textos sobre como as pessoas estão consumindo os materiais online produzidos por marcas, o Capterra analisa  estratégias de marketing de conteúdo para empresas de diferentes áreas.

estratégia de marketing de conteúdo

Produzir conteúdo na internet que engaje seus clientes em potencial é vital em um panorama em que a presença digital ganha cada vez mais força, impulsionada pela crise do coronavírus.  

A conclusão é de um estudo do Capterra sobre o comportamento dos brasileiros em relação ao chamado marketing de conteúdo.

O que é marketing de conteúdo

Marketing de conteúdo é a estratégia que consiste em empresas produzirem informação, por meio de diferentes formatos (vídeos, textos, podcasts, etc.) e plataformas (site da empresa, redes sociais ou e-mail), sobre temas relacionados à sua área de atuação sem promover diretamente seu produto ou serviço.

Segundo o estudo, que ouviu 1.021 consumidores de todas as regiões do Brasil entre os dias 20 e 25 de agosto (veja a metodologia completa no final do texto), 92% dos que consomem conteúdos online produzidos por marcas afirmam que tais informações influenciam suas decisões de compra (veja gráfico abaixo).

estratégia de marketing de conteúdo influência

O conteúdo produzido por marcas nas redes sociais e nas próprias páginas das empresas também funciona como uma ótima vitrine: segundo o estudo, 78% dos entrevistados que consomem marketing de conteúdo afirmam já terem descoberto alguma nova marca ou produto graças aos materiais online produzido por ela. 

estratégia de marketing de conteúdo novas marcas

Como mostrou o Capterra na primeira parte desta série de artigos, a quarentena do coronavírus fez com que a maioria dos brasileiros passasse mais horas na frente do computador e de outros dispositivos consumindo conteúdos produzidos por marcas, como mostra o gráfico abaixo:

estratégia de marketing de conteúdo aumento

O que buscam os consumidores: tecnologia ganha destaque

Os conteúdos sobre tecnologia são os mais consumidos (67%), seguidos por aqueles ligados à educação (54%), lazer e entretenimento (53%), bem-estar e saúde (52%) e finanças (48%). 

A primeira posição para a tecnologia não surpreende, levando em conta que, com a quarentena, um número considerável de brasileiros teve de migrar muitas de suas atividades, tanto de trabalho como pessoais, para o ambiente online. 

Tais mudanças pegaram a maioria das pessoas de surpresa (em abril, no início da crise, 55% dos trabalhadores de pequenos negócios em regime de home office afirmavam que não costumavam trabalhar em casa antes do surto de coronavírus) e obrigaram muitas delas a correrem atrás de informações para se adaptaram a uma realidade em que a tecnologia está ainda mais presente.  

A busca por informação de educação também é compreensível dentro de um panorama de crise, em que muitos dos que perdem seus empregos, por exemplo, precisam aprender novas habilidades para sua reinserção laboral.

Vale lembrar que 84% dos entrevistados que acessam cursos e webinários online afirmam ter aumentado o consumo desses tipos de materiais depois da crise do coronavírus.

estratégia de marketing de conteúdo segmentos

Como pensar conteúdos que engajem o público

Agora que já sabemos quais as áreas mais buscadas por aqueles que buscam conteúdo produzido por marcas, analisaremos algumas estratégias para as principais delas, especialmente para esse momento de crise. 

Confira:

Tecnologia

Você não precisa oferecer um serviço ou ter um negócio diretamente ligado à tecnologia para falar sobre ela. A tecnologia, afinal, está presente em praticamente todas as áreas hoje em dia. Certifique-se, no entanto, de falar sobre os assuntos que interessam ao seu público, não aborde um tema somente por ele “estar na moda”.

Não deixe de conferir o artigo abaixo: 

Educação

Cursos online e webinários são os tipos de conteúdo em que os entrevistados pelo Capterra mais confiam. Ao promover materiais do tipo, pense em uma estratégia sólida que coloque a sua marca como uma formadora de opinião em sua área de atuação e transforme a sua página em um lugar em que usuários podem buscar as informações mais completas sobre determinado tema.

Não deixe de conferir o artigo abaixo:

Lazer e entretenimento

Os negócios de lazer e entretenimento foram duramente afetados pela crise do coronavírus e, ainda que as atividades ao ar livre pouco a pouco voltem a ser mais comuns, o brasileiro está passando mais horas em casa e evitando o contato com desconhecidos. As marcas que se dedicam a essas atividades precisam, mais do que nunca, investir forte em uma estratégia de conteúdo que ajude os consumidores a passarem por esse momento tão difícil de maneira mais leve. Pense nos formatos que mais combinem com as plataformas preferidas dos seus consumidores (WhatsApp, Facebook, Youtube, etc.).

Não deixe de conferir o artigo abaixo: 

Bem-estar e saúde

Mesmo com o isolamento, os consumidores seguem muito interessados em buscar informações sobre bem-estar e saúde, como mostram os dados do Capterra. Já que muitos ainda seguem tendo pouco contato com outras pessoas, pense em conteúdos que promovam a interação com os usuários (se você organiza lives, por exemplo, faça perguntas aos assistentes para que eles se sintam como em um evento presencial).

Não deixe de conferir o artigo abaixo: 

Finanças

Em momentos de crise, cresce a preocupação com as finanças. Se você lida com esse tipo de conteúdo, pense em uma estratégia com enfoque na educação financeira do consumidor, problema que acompanha a maioria dos brasileiros desde os seus primeiros anos. Pesquisa recente do Ibope mostra que somente 21% dos internautas brasileiros tiveram educação financeira até os 12 anos, por exemplo.

Não deixe de conferir o artigo abaixo: 

A hora é de investir em conteúdos

Os dados do Capterra mostram que, com a crise do coronavírus, os consumidores aumentaram o consumo online de conteúdos de maneira geral nas plataformas mais utilizadas, não apenas daqueles produzidos por marcas, como destacado abaixo:

  • 71% passaram a consumir mais conteúdo no Youtube
  • 62% passaram a consumir mais conteúdo no Instagram
  • 59% passaram a consumir mais conteúdo no WhatsApp
  • 57% passaram a consumir mais conteúdo no Facebook

Como mostramos nesta série, o mais importante para as empresas é entender o seu público, suas necessidades e os meios que ele utiliza para se informar e criar uma estratégia de conteúdo consistente e que se concentre naquilo que o seu negócio pode oferecer de único.

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Confira os outros dois artigos da série:

Metodologia

Para reunir os dados presentes neste estudo, o Capterra realizou um levantamento online entre os dias 20 e 25 de agosto em que ouviu 1.021 consumidores com mais de 18 anos, de diferentes faixas de renda (até 1 salário mínimo, de 1 a 3, de 3 a 7, de 7 a 15, de 15 a 20 e mais de 20) e de todas as regiões do país. Os entrevistados deveriam ser trabalhadores em tempo integral ou parcial, freelancers/autônomos, estudantes em tempo integral, aposentados ou terem perdido o emprego durante a crise. O painel contou com 46% dos entrevistados do sexo feminino e 54% do sexo masculino. Os resultados são representativos da pesquisa, mas não necessariamente da população como um todo.

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