Maioria dos usuários do Pix possui alta confiança no sistema

Publicado em 08/06/2021 por Marcela Gava

Rápida adesão ao Pix e a alta confiança no sistema apontam que os sistemas de pagamento instantâneo já estão se consolidando no Brasil.

A adesão ao Pix e a confiança no sistema

O brasileiro parece ser bastante receptivo a novas tecnologias. Não é por acaso que o LinkedIn resolveu lançar sua função Stories primeiro por aqui. Além da rede social corporativa, o Brasil também foi um dos primeiros países em que o WhatsApp liberou sua funcionalidade de pagamentos.

A rápida adesão ao Pix é outro exemplo da receptividade do brasileiro. Em apenas sete meses após seu lançamento, o Pix registrou mais de 253,5 milhões de chaves cadastradas, sendo considerada a adesão mais rápida no mundo para sistemas de pagamento instantâneo. 

Mas não apenas a disseminação foi rápida, em pouco tempo o sistema já desfruta de uma ótima reputação no Brasil: 76% dos usuários disseram ter um alto grau de confiança no Pix.

Lançado em novembro de 2020, o Pix é um sistema de pagamento instantâneo criado e gerido pelo Banco Central do Brasil (BC), permitindo a realização de transferências e pagamentos entre pessoas físicas e jurídicas. Um dos principais diferenciais deste método de pagamento é a rapidez para envio e recebimento de dinheiro, além da redução dos custos de operação.

Este dado faz parte do novo estudo realizado pelo Capterra, que investigou a adoção do sistema Pix pelos brasileiros. Para o levantamento, foram ouvidos 1.012 entrevistados de todas as regiões do País entre os dias 12 e 18 de maio. (veja a metodologia completa do estudo no final do texto)

A pesquisa observou também que o índice de confiança no Pix varia de acordo com a faixa etária. Conforme aumenta a idade, nota-se uma redução na confiança em relação ao método de pagamento. 

Por exemplo, 85% dos jovens com idade entre 18 e 22 anos declararam confiar muito no Pix; por outro lado, este número se retrai para 71% na faixa etária de 56 a 65 anos.

É importante ressaltar que, segundo a pesquisa sobre pagamento móvel realizada pelo Capterra em setembro de 2020 –antes do lançamento do Pix–, as soluções por dispositivo móvel, como transações sem contato (contactless), registraram um aumento de uso após o início da pandemia. Ainda no mesmo estudo, 96% dos consumidores declararam que pretendiam continuar usando ou começar a utilizar o método sem contato após o fim da pandemia.

Com este dado em mente e a constatação da forte adesão ao Pix, pequenas e médias empresas (PMEs) que querem se conectar com as novas tendências de consumo devem ampliar os sistemas de pagamentos oferecidos aos clientes.

Segundo usuários, Pix é confiável para transferir maiores quantias de dinheiro 

Outro dado importante reforça o ganho de reputação do Pix entre a população brasileira: a média de valores que os usuários enviam usando o Pix e outros meios tradicionais de transferência bancária, como TED e DOC, é parecida. 

Em relação ao Pix, a maioria dos entrevistados (40%) declarou transferir uma média entre R$ 101,00 e R$ 500,00. O mesmo valor foi a quantidade mais citada (32%) quando as pessoas transferem via TED ou DOC.  

Diferença entre transferência tradicional e Pix

Mesmo sendo um sistema novo, lançado em novembro de 2020, aparentemente este fator não inibe as pessoas de usar o Pix para transferir mais dinheiro do que estão acostumadas a fazer por outros meios.

Dos respondentes, 68% declarou alta confiança no Pix para a transferência de quantias maiores, 27% disseram ter uma confiança “média” e 5% disse ter “baixa” confiança.

Para os usuários, o maior diferencial do Pix para realizarem transferência entre pessoas físicas é a segurança e confiabilidade do sistema –40% dos respondentes citaram esta opção. 

Adesão ao Pix: usuários estão dispostos a alterar o método de pagamento

A grande adesão ao Pix não está relacionada apenas a fazer transferências. A maioria das pessoas entrevistadas declarou que utiliza o sistema para realizar as duas transações disponíveis (transferência e pagamento) tanto para pessoa física quanto para jurídica (51%).

PMEs: tudo sobre o Pix

O Pix pode ser um grande aliado das PMEs. Aquelas que pretendem usufruir do sistema devem realizar o cadastro de uma chave, que pode ser CNPJ, e-mail, número de celular ou código aleatório, juntamente ao banco que querem receber os pagamentos. 

Para receber pagamentos via Pix, o comerciante deve informar sua chave Pix ou gerar um código QR para que o cliente possa fazer a leitura por meio do seu dispositivo móvel.

Existem dois tipos de código QR: o estático, que é mais limitado e usado para um mesmo valor, e o dinâmico, para recebimentos mais complexos que exigem um código novo para cada cobrança. O BC disponibiliza a API Pix para negócios que contam com um sistema de automação de pagamentos —API é uma interface que permite a comunicação entre plataformas.

Quanto à frequência de uso do Pix, a maior parte dos usuários (39%) declarou usar o sistema de 2 a 4 vezes por mês; já 32% utilizam o sistema de 5 a 10 vezes por mês. Confira a informação completa no gráfico abaixo:

Pix é confiável? A frequência de uso do sistema

Entretanto, este número tem tudo para aumentar nos próximos meses: 84% dos respondentes disseram estar dispostos a alterar a forma de pagamento, tanto para compras online quanto em lojas físicas, caso descobrissem que o estabelecimento aceita pagamentos via Pix.

Ainda segundo o estudo do Capterra, as pessoas têm preferência por associar sua chave Pix à sua conta-corrente (66%), enquanto 17% vincula à sua conta-poupança e apenas 14% à sua carteira digital — já 3% não souberam dizer a que conta associam. 

Usuários ainda não sabem de quem é o Pix

No estudo do Capterra, embora todos os entrevistados tenham declarado possuir uma chave ativa no Pix, a maioria das pessoas desconhece uma informação fundamental do sistema. 

O meio de pagamento instantâneo foi criado e é gerido pelo Banco Central do Brasil (BC), responsável também por lançar normativas e agregar novas funcionalidades ao sistema. 

No entanto, o levantamento mostra que 68% dos entrevistados creem que as instituições bancárias são responsáveis por gerir o sistema, apontando que essas companhias foram bem-sucedidas na promoção do Pix como um novo produto. 

Apenas 22% citaram corretamente o BC e 10% declararam não saber qual instituição mantém o Pix.

Preparar-se é necessário

Os números não mentem: a população brasileira está mudando a forma de pagar. Se TED e boleto mantiveram a hegemonia por um tempo, agora é o momento de dividirem o espaço com outros métodos, como sistemas de pagamentos instantâneos. Portanto, é urgente que as PMEs passem a considerar ampliar suas opções de pagamentos para atender às diferentes demandas dos seus consumidores. 

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Metodologia:

Para reunir os dados presentes na pesquisa sobre o nível de adoção do Pix na sociedade brasileira, o Capterra realizou uma pesquisa online entre 12 e 18 de maio de 2021 na qual ouviu 1012 pessoas de todas as regiões do Brasil, com mais de 18 anos de idade. O painel contou com 50% dos entrevistados do sexo masculino e 50% do sexo feminino. Para participar do levantamento, os entrevistados deveriam possuir uma chave Pix ativa. Os resultados são representativos da pesquisa, mas não necessariamente da população como um todo.

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