Entenda o significado de ESG e saiba como sua empresa pode se beneficiar dessa prática

Publicado em 22/04/2022 por Marcela Gava

Em um passado não tão distante, um termo relacionado à sustentabilidade ganhou o meio corporativo e permaneceu em pauta. Neste artigo, abordamos o significado de ESG e explicamos por que vale a pena investir nessa agenda.

Conheça o significado de ESG e entenda as vantagens de aplicar essa agenda nas empresas

No mercado corporativo, escolher entre práticas sustentáveis ou resultados financeiros favoráveis ficou definitivamente no passado. 

Investir em sustentabilidade atrai clientes: pesquisa do Capterra mostrou que 78% dos consumidores levam em conta ações sustentáveis ao comprar ou selecionar fornecedores. E, além disso, também atrai talentos: candidatos consideram que o grau de sustentabilidade influencia na hora de se candidatar a um emprego.

Portanto, os negócios que querem se sobressair perante a concorrência devem considerar empregar ações de sustentabilidade, investindo especialmente na agenda ESG, o que pode influenciar positivamente em diversos aspectos, do âmbito econômico ao gerenciamento de riscos.

Conheça o significado de ESG

Destrinchando o significado de ESG, chega-se à expressão Environmental, Social and Governance (ou Ambiental, Social e Governança, em tradução ao português). Trata-se do termo mais utilizado para representar a adoção de práticas sustentáveis no mundo corporativo.

Para estarem em concordância com a agenda ESG, as empresas precisam se comprometer com ações de investimento de impacto, como: 

  • Proteção dos recursos naturais; 
  • Diminuição da emissão de poluentes;
  • Posicionamento em favor das políticas de inclusão e igualdade; 
  • Manutenção de uma conduta ética, com mecanismos de combate à discriminação, corrupção e assédio.

Apesar de ter surgido ainda no início dos anos 2000, o termo ESG ganhou grande relevância a partir de 2020, após ser utilizado por Larry Fink, diretor-executivo da gestora BlackRock, em sua carta anual aos CEOs onde afirmou que “risco climático é risco de investimento”

Desde então, de acordo com informações do Google Trends, o fluxo de buscas pela expressão ESG no buscador triplicou de 2021 a 2022, colocando o Brasil como o país latino-americano que mais pesquisou sobre o assunto.

Paralelamente, os fundos de investimento voltados a empresas ESG também cresceram de forma considerável, inclusive no Brasil. De acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), em 2020 os fundos ESG já alcançavam um montante de R$ 700 milhões, o triplo do ano anterior. 

Está cada vez mais evidente que incorporar os valores ESG deixou de ser uma questão de imagem e já se tornou um poderoso atrativo econômico, capaz de beneficiar companhias de diferentes portes e setores, incluindo as pequenas e médias empresas.

Qual a diferença entre ESG e SRI?

Muitas vezes, os termos ESG e SRI são usados em conjunto e, apesar de terem alguns pontos em comum, não significam o mesmo. 

A agenda ESG é uma avaliação feita pelo mercado e pelos investidores sobre a conduta de uma empresa, a partir da análise de ativos intangíveis, cujo objetivo é identificar se a companhia está engajada em iniciativas sociais e ambientais para reduzir ao máximo seus possíveis impactos negativos no meio-ambiente e na sociedade.

Já a expressão SRI, por sua vez, significa Social Responsibility Investment (ou Investimento Socialmente Responsável, em português), e se refere à prática de direcionar investimentos de impacto a empresas que compartilham dos mesmos valores e que oferecem influências sociais positivas. 

Desse modo, os investidores SRI essencialmente não costumam investir em companhias de segmentos ligados ao vício, como tabaco, álcool e jogos de azar, por exemplo.

Como as empresas podem investir em ESG?

Embora o significado de ESG seja claro, adaptar-se à sua agenda é um trabalho contínuo –e o quanto antes a empresa incorpora essa preocupação, melhores são as chances de alcançar um bom desempenho a longo prazo. A seguir estão algumas dicas de como se adaptar às práticas ESG.

Incorporar verdadeiramente a sustentabilidade

Tornar-se uma empresa sustentável não é algo que possa ser feito do dia para a noite. Para que um negócio abrace realmente o conceito de sustentabilidade, é preciso incorporá-lo às estratégias da empresa e estabelecer um modelo de negócios que esteja de acordo com práticas ecologicamente corretas. O uso de softwares de sustentabilidade equilibra as emissões e promove a reciclagem.

Promover a diversidade na empresa

Montar uma equipe diversa não só ajuda a criar um ambiente de trabalho mais criativo como também impulsiona a empresa a se manter em sintonia com as práticas da ESG. Softwares de recrutamento e seleção, por exemplo, conseguem ajudar a equipe de RH a garantir mais inclusão e diversidade em suas contratações, ajudando ainda emplacá-las em diferentes níveis hierárquicos.

Formar um conselho alinhado à cultura ESG

É importante que diretores e executivos tenham suas perspectivas alinhadas com a cultura ESG, além de experiência para supervisionar a adoção das práticas sociais e sustentáveis pela empresa.

Integração em todos os níveis

Além da diretoria, também é fundamental que os conceitos de governança e sustentabilidade sejam integrados por todos os setores e níveis da companhia, pois é isso que fará com que a cultura ESG se torne realmente parte do dia a dia do negócio.

Como evitar falsas preocupações com ESG?

Ao mesmo tempo em que as práticas ESG estão se tornando cada vez mais relevantes no mercado, outras questões como o que é “greenwashing” e o que é “socialwashing” também se tornaram pauta –e exigem atenção! 

Greenwashing é o termo em inglês para propaganda enganosa verde. Refere-se ao comportamento empresarial de se posicionar como um negócio sustentável sem estar realmente comprometida com esse princípio. 

Já a expressão socialwashing diz respeito à prática de divulgar e propagar informações falsas, duvidosas ou exageradas sobre as iniciativas sociais adotadas por uma empresa.

Com o cenário atual, que preza cada vez mais pela transparência no mercado corporativo, as companhias que se envolvem em situações de greenwashing e socialwashing acabam prejudicando suas imagens perante investidores e clientes. 

No Brasil, um caso que ganhou notoriedade ocorreu quando o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) solicitou formalmente que as montadoras Fiat, Ford e Chevrolet alterassem anúncios veiculados na TV e pela internet, os quais forneciam informações imprecisas sobre os automóveis das marcas serem amigáveis ao meio ambiente.

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Sobre o(a) autor(a)

Analista de conteúdo do Capterra, cobre as tendências de tecnologia e inovação. Jornalista com mestrado em comunicação pela UAB, de Barcelona. Gosta de criar playlists aleatórias.

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